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18/12/2025 14:00

Clube Gaúcho Deve Desembolsar Milhões Após Justiça Decidir a Favor de Empresário em Negociação de Atleta

Em ação judicial, o Internacional é obrigado a pagar quantia milionária por violação de contrato na transferência de Bruno Fuchs

3 min de leitura Por: Henrique Tchê

O Sport Club Internacional, tradicional equipe do futebol brasileiro, enfrenta uma ordem judicial que o obriga a pagar aproximadamente R$ 28,6 milhões ao empresário Jair Peixoto. Este valor está relacionado à transferência do defensor Bruno Fuchs ao CSKA Moscou em agosto de 2020. A decisão foi proferida pela 7ª Vara Cível da capital gaúcha, Porto Alegre, consolidando um significativo revés financeiro ao clube.

O Internacional optou por não emitir comentários públicos a respeito da decisão, destacando apenas o caráter antigo do processo. A condenação é o resultado de um desacordo sobre os termos de comissão devidos ao agente Jair Peixoto, que representava oficialmente o jogador na época da negociação. Segundo o contrato estabelecido entre as partes, Peixoto tinha o direito exclusivo de mediar a venda de Fuchs, cláusula essa que o Internacional infringiu ao realizar a venda sem sua intermediação.

No coração do litígio está a alegação do clube de não ter utilizado os serviços da agência Showball, pertencente a Peixoto, para a negociação, o que motivou a recusa em efetuar o pagamento da comissão acordada. Contudo, o judiciário reconheceu a quebra contratual por parte do Inter e determinou o pagamento de 20% do valor da venda do jogador, incluindo juros, correção monetária, além de honorários advocatícios e custas processuais.

A venda de Bruno Fuchs ao time russo foi fechada por 8 milhões de dólares, montante equivalente a cerca de R$ 51 milhões na cotação daquele período, implicando, portanto, em uma comissão originalmente estimada em R$ 10,2 milhões para Peixoto.

Esta decisão judicial, confirmada no ano de 2022, só veio à tona recentemente, revelando uma disputa que remonta a gestões passadas do clube, na qual Marcelo Medeiros ocupava a presidência e Alessandro Barcellos, atual mandatário, atuava como vice de futebol.

Em uma tentativa de contestar a sentença, o Internacional propôs usar o seu Centro de Treinamento Parque Gigante como garantia. No entanto, tal recurso foi negado pelo tribunal sob a justificativa de dúvidas quanto à liquidez do ativo. Agora, para prosseguir com qualquer recurso, o clube precisa assegurar o montante da condenação em juízo.

Este caso destaca as complexidades e os riscos envolvidos nas negociações de jogadores, além de sublinhar a importância do cumprimento de acordos contratuais no âmbito esportivo.