Em meio a uma conjuntura econômica desafiadora, o Sport Club Internacional estabeleceu um planejamento orçamentário ambicioso para o ano de 2026, determinado a sustentar a competitividade de seu departamento de futebol sem implementar reduções significativas nos gastos. Sob a nova gestão técnica de Abel Braga, o clube gaúcho prevê destinar mensalmente cerca de R$ 19,46 milhões ao setor, totalizando um investimento anual expressivo.
O esquema financeiro delineado pelo Internacional revela um comprometimento de R$ 180.904.808 em remunerações fixas e adicionais R$ 72.175.086 em direitos de imagem, somando a cifra de R$ 253.079.894 ao final do exercício. Esses números refletem a intenção da diretoria de manter a qualidade e a competitividade do elenco, apesar das restrições orçamentárias.
Este planejamento será submetido à avaliação do Conselho Deliberativo na próxima segunda-feira, buscando aprovação para seguir adiante com a estratégia proposta. Entre os atletas de maior remuneração no clube, destacam-se Borré e Alan Patrick, figuras importantes no esquema tático do time.
A estratégia financeira do Internacional aponta para uma alocação de R$ 406.568.329 dos R$ 516.631.279 de receita total esperada para o futebol no ano de 2026, representando 78,69% do orçamento. Esta proporção evidencia o compromisso do clube em priorizar o investimento no futebol, mesmo diante de um cenário econômico adverso. No ano anterior, 2025, o clube teve despesas ligeiramente superiores, com um investimento mensal médio de R$ 19,86 milhões.
Uma grande reformulação no elenco foi realizada ao longo da última temporada, com a saída de 11 jogadores, incluindo nomes como Wanderson, Fernando, Valencia e Wesley, que possuíam contratos de alto valor. Essa movimentação visa uma melhoria nas finanças do clube e uma otimização do rendimento esportivo.
A questão financeira tem sido um ponto de atenção especial para Alessandro Barcelos, presidente do Internacional, especialmente após resultados abaixo do esperado em competições chave. Na Copa do Brasil, a eliminação precoce nas oitavas de final resultou em um prejuízo de R$ 4,74 milhões, enquanto no Campeonato Brasileiro, o desempenho aquém do projetado para a sexta colocação culminou em uma receita significativamente menor que a antecipada.
Além disso, o Internacional enfrenta incertezas quanto à continuidade do patrocínio da Alfa, uma casa de apostas que não cumpriu integralmente seus compromissos financeiros com o clube. A diretoria segue em busca de solucionar essas pendências para assegurar a estabilidade financeira e manter o foco no desempenho dentro de campo.